Sasha Velour:
A fusão de vaudeville clássico com projeções e tecnologias audiovisuais
Sasha Velour perfomando no seu espetáculo Smoke & Mirrors
Quando parei para pensar sobre o que queria falar a respeito de projeções, muitas coisas me vieram à mente. Pensei obviamente em ir para o SSA Mapping que a professora havia sugerido, mas por causa de um imprevisto eu não pude ir ao evento. Depois eu percebi que diversos artistas que eu consumo utilizam de projeções nas suas performances. Cantoras como Björk e Beyoncé utilizam dessas tecnologias para fazer dos seus shows experiências mais imersivas e esteticamente deslumbrantes. Mas, apesar de artistas como essas terem um orçamento gigantesco para fazer tais projeções, ainda não era exatamente o que queria falar sobre o assunto. As belas imagens que preenchem o palco são apenas mais um dos elementos que compõem o espetáculo. Logo então me lembrei de uma artista que também faz uso de projeções, mas de uma maneira mais expositiva e criativa, unindo o teatro clássico com o avanço tecnológico de maneira orgânica.
Em 2017, após vencer o famoso reality “Rupaul 's Drag Race”, a artista Sasha Velour torna-se um ícone na comunidade queer. Além de drag queen e performer, ela também é designer, escritora e produtora artística. Sasha possui um estilo caracterizado pela teatralidade e performances conceituais, se destacando por ter uma abordagem inovadora da arte drag. Ela é a mente criativa por trás da revista e do show NightGowns, um espetáculo de drag que celebra a diversidade e a arte performática de maneira intimista e elaborada. Além disso, também é ativista e usa sua plataforma para defender causas LGBTQIAPN+ e promover a expressão de gênero sem barreiras.
Decidi falar um pouco sobre seus shows porque acho muito criativa a forma como ela utiliza projeções como recurso para realizar um show solo. Além do já mencionado NightGowns, Sasha também produziu os espetáculos Smoke & Mirrors e Intermission, sendo que este último foi trazido ao Brasil em 2023.
Durante o show, a artista combina a arte drag com o ilusionismo clássico do vaudeville transformando seu espetáculo em uma verdadeira obra de arte multimídia. As projeções digitais e outros elementos audiovisuais integrados com a performance ao vivo, criam uma atmosfera que não apenas complementa, mas expande a narrativa. Essas tecnologias permitem que a artista crie cenários onde o palco se transforma diante dos olhos do público, se inspirando em técnicas antigas de criação de cenários onde a estética minimalista complementa a performance, sem distrações excessivas. Um exemplo que a inspira é a performance de Judy Garland em "Get Happy", que destaca o poder de um cenário simples e eficaz.







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