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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

O fascínio pela transmissão

 Na aula do dia 11/12, pró Karla nos ensinou sobre trabalhos de artistas que utilizam recursos de imagens de satélites, street view, câmeras de segurança, dentre outras ferramentas de registros de paisagens. Já utilizei o Google Earth no passado para fazer umas "viagens" por várias cidades da Bahia, como Vitória da Conquista e Itabuna, lembro que quando pequeno o que me fascinava mais ao ir por essas cidades era ver as sedes de canais de televisão, poder ver onde eram gravados os telejornais parecia algo como descobrir o truque por trás de uma performance de mágica. O fascínio ia não só pelo fato de nesses lugares serem gravados os telejornais, como também pelas torres de transmissão enormes que quase todas tinham e chamavam muita atenção.
Logo, instantaneamente pensei em fazer uma colagem de todos as sedes desses canais de televisão que estão com sede aqui na Bahia, 20 de canais abertos no total que não estão extintos segundo a página da Wikipédia, porém só fiz de 16 delas, as quatro que não estão inclusas nas imagens e o porquê de não estarem são:

- CNT Bahia: a sede está fechada, apesar do canal ainda estar ativo com reprises, atualmente restam somente 2 funcionários.

- TV Câmara Barreiras: não tem uma sede própria, no sentido tradicional como os outros canais, por ser dedicado a transmissões da Câmara Municipal de Barreiras.

- TV Câmara Municipal:  não tem uma sede própria, no sentido tradicional como os outros canais, por ser dedicado a transmissões da Câmara Municipal de Salvador.

- TVC: não tem street view na cidade de Potiraguá, além desse canal não ter permissão da ANATEL para atuar.


Das que estão presentes nas colagens, somente a TV Sudoeste, localizada em Vitória da Conquista, não possui torre visível do lado de fora.

Nessa primeira imagem as sedes são, da esquerda para direita, de cima para baixo, Band Bahia (Salvador), Record Bahia e TV Ouro Negro (Salvador, as duas na mesma imagem, uma do lado da outra), TV Bahia (Salvador), TV Aratu (Salvador), TV Baiana (Salvador), TVE Bahia (Salvador), Record Cabrália (Itabuna) e TV Santa Cruz (Itabuna).
Nessa segunda imagem as sedes são, da esquerda para direita, de cima para baixo, TV Oeste (Barreiras), TV Feira (Feira de Santana), TV Subaé (Feira de Santana), TV Porto (Porto Seguro), TV São Francisco (Juazeiro), TV Sudoeste (Vitória da Conquista), TV UESB (Vitória da Conquista) e TV Sul Bahia (Teixeira de Freitas).

Observá-las mais uma vez me lembrou do fascínio que eu sentia por esses estúdios na minha época de infância, morador de cidade pequena que não tinha nenhuma dessas sedes e sentia um pouco de inveja dessas cidades que as tinham, e alguns desses canais nem existiam na época, como a TV Feira, então foi interessante descobrir da existência delas também. 

- João Marcus

A história do Projeto Hortas Urbanas Salvador e Planos


O Projeto Hortas Urbanas Salvador que se iniciou em 2016. O idealizador Wilson Brandão Lima, morador da região, viu nesse espaço de preservação, que estava abandonado, causando lixo, pragas e violência no local, uma oportunidade de criar um projeto que mudaria a realidade da região e de muitas pessoas.
Com o terreno cedido pela Prefeitura, se iniciou o plano de criação de uma horta voluntária que doaria suas produções orgânicas para casa de apoio a idosos de Salvador. E assim é até hoje.


 

Junto com o trabalho voluntário, o trabalho e a importância desse projeto foi crescendo cada vez mais. Escolas e faculdade começaram a realizar aula de campo sobre alimentação saudável e orgânica, sobre agricultura, preservação de espécies nativas e medicinais. Muitas crianças e voluntários já realizaram trabalhos artísticos com reciclagem, artes nos murais e trabalhos fotográficos. E esse espaço acabou se tornando uma grande área de sustentabilidade e arte.



Atualmente, o Projeto Hortas Urbanas Salvador está buscando ampliar suas áreas. Hoje já possuem um meliponário de preservação de abelhas nativas brasileiras, um pátio de compostagem, a Feira Agroecológica da Pituba todos os sábados pela manhã e um eco ponto de reciclagem. Tudo isso com o objetivo de crescer e se tornar um Parque Agroecológico da Pituba.

Nessas fotos temos o projeto de como seria a parte social para a realização de aulas, encontros, palestras e apresentações artísticas. Infelizmente ainda não foi possível por em prática a construção esse espaço por falta de recursos, mas seria um sonho se tornar realidade.













Maria Giulia Brandão

De casa para a escola, da escola para casa

Quando eu era criança, observar os desenhos que as pessoas faziam nas paredes era a minha distração no caminho de ida e volta para casa. As formas sinuosas da pichação baiana que disfarçam o seu significado me chamam atenção desde sempre. Por isso, resolvi fazer esse passeio por alguns pontos do caminho de onde eu morava até a escola onde eu estudei por 10 anos, olhando para os grafismos de parede em diferentes momentos de registro do google street view, hoje e no passado.



-12.938922, -38.490231 - 2024



2012










12°56'23.0"S 38°29'26.6"W - 2024



2015




-12.939869349569674, -38.49180051627417 - 2024



2011





-12.940308, -38.493708 - 2024















2015





-12.947036106652906, -38.50149915840087 - 2024














2015





-12.967832094073197, -38.510470679233975 - 2024














2015







-12.968291730640662, -38.51009953948502 - 2024













2012





-12.967710810597707, -38.50388795523682 - 2024


















2018






-12.97448903710908, -38.50350040634245 - 2024
















2016





-12.974291576321876, -38.50353895982046 - 2024
















2016





-12.97513858250218, -38.50240451623721 - 2024














2011



Postagem de Matheus Araújo

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Percursos do Dia a Dia - Google Streetview (repost)

 Para este post eu escolhi locais do meu dia a dia, e outros que me marcam sempre que os visito, com um olhar através do tempo de cada um desses locais vendo suas mudanças através dos anos que se passaram.


Praça General Labatut, Pirajá. Outubro de 2024.


Janeiro de 2012.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Uma viagem escolar temporal

      Para o meu ensaio, eu escolhi fotos das escolas que já estudei na cidade onde morava. A maior parte da nossa vida passamos estudando, normalmente em lugares diferentes, que nos marcaram e deixaram enormes lembranças de um momento da vida que não volta mais. 


  Série de fotos das escolas onde estudei ao longo do tempo na cidade de Alagoinhas - Bahia

    Escola Paraíso da Criança - 2012

Escola Paraíso da Criança - 2014

    Colégio Objetiva Ramili - 2019


Colégio Objetiva Ramili - 2022

Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães - 2022


Colagem das escolas em diferentes anos

      Engraçado pensar que passei maior parte da minha vida nesses lugares. Fundamental no primeiro, ginásio no segundo e ensino médio no último. Cada um desses colégios traz em mim memórias incríveis e até alguns traumas, mas penso que tudo que vivi foi pro meu melhor e acredito que isso é o que me faz ser eu.


Katarina Amaralina C. Fernandes

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Paz do lar

    Na aula do dia 11/12/2024, nos foram apresentados alguns modelos de fotos tiradas através de satélites e proposto que fizéssemos um trabalho similar. Inicialmente, pensei em fazer algo relacionado a mar, que é uma coisa que amo, mas depois pensei em fazer uma foto de cada casa em que morei, só que uma delas não estava no google street view, e também refleti e pensei ser algo pessoal demais, então decidi fazer de lugares que eu gosto nas cidades em que morei (só não tem de uma delas em específico porque eu era bebê na época então não sei de que lugar eu gostava). Optei também por além de ser um lugar que eu goste, ser um lugar que me trás paz, calma, e que seja bonito, como a natureza.

Parque Ipanema - Ipatinga, MG

Praça Sargento Noraldino Rosa - Novo Cruzeiro, MG

Mercado Central de Pelotas - Pelotas, RS

Praça São Francisco de Assis - Belo Horizonte, MG

Porto da Barra - Salvador, BA

Contextualizando: 
Durante boa parte da minha infância, morei em Ipatinga, e o Parque Ipanema é o lugar mais atrativo da cidade, onde contem o Ipatingão (estádio de futebol), uma lagoa com muitos peixes, brinquedos, etc., e onde ocorre alguns eventos também, é a principal programação principalmente para os domingos de manhã. 
Depois de Ipatinga, me mudei para Novo Cruzeiro, uma cidade que eu odiava no começo, mas com o tempo passei a gostar bastante, e a praça era o local onde praticamente tudo acontecia na cidade, era meio que o "único" lugar para ir, basicamente, e eu costumava sair com os meus amigos para lá. 
Muitos anos depois, voltei pra Ipatinga, onde estudei o ensino médio inteiro. Ao finalizar, passei em uma faculdade e fui morar em Pelotas, no Rio Grande do Sul, e adorava ir no mercado central porque tinha uma cafeteria que vendia um quiche de frango maravilhoso. Lá perto também possui uma praça muito bonitinha.
Fiquei 1 ano em Pelotas e depois pedi transferência e fui morar em Belo Horizonte. Fiquei só 1 mês lá, mas pra mim ainda conta. É um lugar que vou com muita frequência também, por ter parente lá, e escolhi essa praça porque acho muito bonita também, lá perto tem um parque de diversões muito legal ainda.
Depois de BH, voltei pra Ipatinga, até, enfim, chegar em Salvador, e pra essa cidade eu não poderia deixar de escolher o Porto da Barra, lugar onde passo praticamente todos os meus finais de semana, amo.

publicado por: Marina

 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Volta no tempo

Na aula do dia 11/12, a professora Karla propôs a realização de um ensaio fotográfico a partir de imagens de satélite, Street View, câmeras de segurança, e outros recursos similares.

Utilizando os registros do Google Street View, que atualizaram o mapa de Subaúma após 10 anos, resolvi fazer uma colagem com a comparação da Praça Senhor do Bonfim nos anos de 2012, 2014 e 2024. Passava muito tempo nessa praça quando meu pai ainda tinha a padaria das fotos, que foi fechada em 2015. Acompanhei a reforma super polêmica e a revolta dos moradores quando cortaram as árvores mais antigas que existiam ali. Esses registros me trazem uma sensação muito engraçada porque, na época, eu tinha pouca noção das mudanças, quando elas aconteceram, eu ainda era criança e não entendia muito bem as polêmicas. Infelizmente, o Google só registra a rua principal e o centro de Subaúma; gostaria de ter registros das mudanças que ocorreram no meu bairro, o distrito está crescendo e muitas coisas mudaram entre esses anos.


Jennifer de Santana Nascimento

domingo, 15 de dezembro de 2024

Rotas a uma cidade que não existe mais

               Na última aula (11/12/2024), a professora Karla nos mostrou trabalhos de alguns artistas que utilizam imagens capturadas por satélites para realizar seus trabalhos. Artistas como Jenny Odell e Jeffrey Martin fazem colagens digitais a partir de fotos de paisagens urbanas disponíveis em sites como o Google Maps e o Cities 360. Motivado pela atuação desses artistas, resolvi explorar os registros mais antigos que o Google Street View disponibilizava de alguns pontos marcantes do cotidiano soteropolitano, como o Largo do Farol da Barra e a Avenida Sete de Setembro no centro de Salvador.
            A possibilidade dada pelo Google Street View de poder ver, de forma digitalmente imersa, imagens do passado dessas regiões é de extrema importância para a investigação das mudanças da cidade ao longo dos anos. Mesmo sendo possível voltar somente até doze anos atrás, é impressionante perceber como a relação da população com esses espaços mudou, a partir de ações públicas que gentrificaram e transformaram a dinâmica do bairro da Barra em diversos aspectos. Uma das diferenças que se ressaltaram para mim foi a diversidade de linhas e empresas de ônibus que existiam em Salvador antes dos consórcios que compõem o atual sistema Integra. Muitos desse antigos ônibus estão guardados nas minhas memórias de infância e me fizeram lembrar de costumes e sentimentos da época em relação ao hábito de andar de ônibus pela cidade.
                Além da presença dos ônibus, o que me chamou atenção foi também perceber como preços, ruas, destinos, estabelecimentos eram diferentes. Hoje a população está acostumada com caminhos específicos para se locomover da Barra para o centro da cidade, com lojas diferentes ocupando o lugar que outras grandes lojas ocupavam doze anos atrás. Após meu experimento com as ruas de Salvador em 2012, documentadas e disponibilizadas tão abertamente em mapas virtuais, reuni, em uma colagem, imagens de diversas linhas de ônibus da época, comuns no dia a dia de muitos. Além disso, inseri fotos de algumas lojas influentes e difundidas na época, mas que hoje não existem mais, assim como de espaços que se alteraram e hoje são bastante frequentados de outra maneira. A colagem, mostrada abaixo, busca provocar a reflexão sobre a situação atual da mobilidade urbana de Salvador, concentrada em poucas empresas e cada dia menos a serviço da população, além de se remeter ao passado de uma região importante da cidade, profundamente afetada pelas mudanças urbanas e pela gentrificação.
            

"Rotas a uma cidade que não existe mais", 2024. Colagem digital.

 

Miguel Gouvêa Lordello

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Arte e imagens de satélite: Estudando o Google Maps, Google Streetview, Google Earth e Drones

Na aula do dia 11/12, a professora Karla nos ensinou a utilizar recursos como o Google Maps, Google Streetview, Google Earth e Drones para produzir arte, demonstrando através de atividades práticas e exemplos de ensaios de artistas consagrados que já utilizaram essas plataformas para criarem suas expressões artísticas. Ela nos apresentou o trabalho de Kurt Caviezel ("Animals"), Jenny Odell ("Satellite Collections"), Charles e Ray Eames ("Powers of Ten"), Yann Arthus-Bertrand, etc. Discutimos também sobre a ecologia das imagens, vigilância, autoria, apropriação, drones (legislação, usos de imagem e privacidade associados aos drones), Dronestagram, SkyPixel, dentre outros. Por fim, saímos com a professora para experimentar um drone trazido por ela, colocando-o para voar e observando as imagens capturadas pela câmera dele. A atividade proposta para fazermos nessa aula foi um ensaio artístico, utilizando fotos de algum dos recursos debatidos em classe. Eu escolhi o Google Streetview (fotos tanto estáticas quanto em 360º) para fazer meu ensaio. Pesquisei através dele todas as estátuas da cidade de Salvador e selecionei 17 delas para compor minha montagem. Percebi que as fotos, apesar de terem sido tiradas em anos diferentes e das estátuas estarem localizadas em bairros distintos, quase sempre continham pessoas (com os rostos borrados) as admirando. Optei por cortar as pessoas das fotos na hora de construir minha colagem. O resultado ficou assim:

 Imagens retiradas do Google Streetview

Foi uma aula muito fascinante e envolvente. Gosto muito quando podemos ter atividades práticas para complementar a parte teórica. 

Texto e colagem por: Amanda Regina Borges Vieira