quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

A cidade é o museu

No dia 08/01/2025, nossa turma visitou a casa das histórias de Salvador. Foi a primeira vez que eu vi uma exposição que tinha como temática a própria cidade de Salvador. O uso da tecnologia é fundamental durante todo percurso e consegue trazer a imersão necessária para entrar na narrativa de cidade que a exposição constroi.


Tudo é muito bonito e o uso dos recursos tecnológicos de luz e projeção deixa a fruição muito mais interessante. O único ponto que eu senti necessidade de destacar durante a experiência tem a ver com a perspectiva de construção de cidade e de identidade soteropolitana que a exposição promove. Como soteropolitano, e enxergando a posição estratégica da casa das histórias de Salvador, próximo a pontos turísticos emblemáticos da cidade e ao lado do porto da cidade, onde desembarcam centenas de turistas por dia nas temporadas de férias, dá para perceber que existe uma síntese da identidade da cidade um pouco puxada para o lado mais folclórico de Salvador e seus habitantes. Essa não foi uma percepção só minha. Em alguma medida, parece que a exposição tem como desejo apresentar uma visão de cidade de uma maneira “mastigada” para os turistas que passam por lá.


No período em que fizemos nossa visita, a exposição temporária “Ecos Malês” estava ocupando o terceiro andar da casa das histórias. Essa exposição tem uma abordagem muito interessante sobre a memória da Revolta dos Malês e vale a pena ser apreciada com atenção. Ela ocupará o espaço até o mês de Maio de 2025. Durante minhas observações, me deparei com essa obra que me interessou bastante e acho que vale a pena finalizar este texto com o registro que fiz dela.

Postagem de Matheus Araújo


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